quarta-feira, 31 de outubro de 2012

AMOR LUNÁTICO


04.OCT.2012
04:30H

Eu já sabia, mas só agora percebi
Que não gosto de todas as fases da lua.
O meu amor é a lua-cheia.
As outras são quase-ela, mas não a são.

A vida é feita de desencontros
Antes e depois de encontros.
Percebo que o que agora é belo
E coincidente, daqui a pouco ou amanhã
Não o é.

Simplesmente, os afagos vêm e vão.

Este equilíbrio que tanto se anseia…
É, afinal, um desequilíbrio.

Anseio um Apocalipse de amor…
Que brote aqui e ali
Como se fora uma rosa a desabrochar.

É tão indefinida a minha definição de vida.
Anseio, no entanto, essa indefinição,
De forma inconsciente e omnisciente .

É este quase-eu que escrevo sempre,
E que escreve quase – como se fosse – eu.