quinta-feira, 5 de julho de 2012

THE BUTTERFLY EFFECT


THE BUTTERFLY EFFECT


Não há maneira de voltar “lá atrás”.
Mudar o que foi feito é complicado.
Podemos é, agora, evitar fazer algo
Que não se repercuta no futuro…
É muito arriscado ousar voltar para
Mudar o que quer que seja. É tarde
Demais. Mas nunca será tarde para se
Viver o presente, torcendo pelo futuro.

[ZÉNON]

Se eu voltasse atrás, a nossa história
Seria, sem dúvida, prioritária nessa
Mudança. Podia ter sido eu a morrer…
Mas não fui… por alguma razão.
Podias ter fugido sem mim… Mas não…
Quiseste proteger-me.
Podíamos ter levado porrada…
Ao menos estarias vivo… comigo.
Por outro lado, eu não estaria em Portugal,
Provavelmente. Seríamos dois miúdos
Com estudos? Ou gaiatos das ruas, traquinas,
Ladrões e drogados? De qualquer modo…
Que importa? A única pessoa que me
Poderia compreender serias tu!
Mas morreste-me… Amo-te e…
Até um dia!

[15JUNHO2012]

quarta-feira, 4 de julho de 2012

VIDA INCONGRUENTE


4 R4ZA0 D3 V1V3R

  
Começam a cair pingos. Um deles vem com demasiada euforia pensando que é livre. Mas quando cá em baixo chega, esborracha-se todo. Se se sobe na vida, também se desce. Se se não sabe descer, cai-se. Muitos caem. Garrafas de água dentro dos autocolismos. Que estupidez. Histórias de adultos contadas a criancinhas indefesas. Prostituição. Raptos. Tráficos de órgãos. Mas onde é que nós estamos? O sino do mosteiro voltou a tocar. Mais uma morte. Mais uma vida no céu. Ou até, quem sabe, no inferno. Alguém trincou uma maçã. Ouviste? Quem ouviu? Não ouviste? Eu ouvi. A traição da humanidade surge. O Homem é enganado pela mulher. A mulher é seduzida pelo animal que se contorce. Sete. Sete orifícios no rosto humano. Na melodia da vida, sete notas musicais. Sete cores, sete dias da semana, sete virtudes e sete pecados capitais. A lei da evolução. Avareza, inveja, luxúria, ira, gula, vaidade e preguiça. Simbologia simbólica de ti , de mim e de nós. Eu, tu e nós somos dois ou três? Que estupidez. É a teoria do fim do mundo. O artista sobe ao palco e transmite às pessoas a catarse. O silêncio é comunicação. Interpretação do silêncio. O silêncio também se interpreta. Tempestades em copos de água. Copos sem água e ração para comer. África. África, Ásia, Europa, América, Antárctida e Oceânia. Mundo. Mundo, gente, pessoas, indivíduos, adultos, crianças e anciãos. Como é que um planeta cheio de água tem sede? Ordem. Ordem e progresso precisa-se. Nostradamus. Esperança. País do verde. Do verde , do vermelho, do amarelo e das quinas. Colonialismo, escravatura e exploração. Conquista. Passado. Presente de ontem, de hoje e de amanhã. Comunicação. Dificuldade de comunicação. Detorpação no feedback. Argumento e contra-argumento. Desentendimento. Morte. Por vezes, tiro pela colatra. Teatro. Actores precisam-se. Alguém grita na infinidade dos guetos-Chamem os políticos-. República das bananas. Crise mundial. Eutanásia. Aborto. Mais uma vida na Terra. Mais uma morte no ar. A cegonha morreu no regresso. Ginástica mental. Conhecimento histórico, artístico e cultural. A arte. Música, pintura, escultura, desenho, retrato, fotografia, olhar, ver, entender, cuspir, sobreviver. Sobrevivência. Boatos. Trabalho de equipa. Grupos de amigos. Bebidas. Drogas. O tom com que as coisas nos são ditas. Mais uma vez a interpretação. Cai a música no ouvido do ouvinte. Banalização da palavra banal, banalidade e banalização. Bananas para os macacos e amendoins para os chipanzés. E os elefantes? Basta-lhes a memória. Robots, máquinas, computadores e cartões. Fusão do Homem com máquinas. Mais força. Mais rapidez, mais armas e tecnologias, tudo inserido no cérebro através de um cartão de memória. Lavagens cerebrais e seres programados para matar nas guerras. Seres? Crianças. A humanidade mata-se. Suicídio ou homicídio? Ambos. Arrefecimento das veias. Sangue coagulado. Cinema, acção, drama, comédia. Vida. Jogo. Dados com seis e oito faces lançados à sua sorte. Isso tudo só pra vermos morte. Crenças e descrenças. O mundo é assim. Máquinas descartáveis. Panoramas complexos. Abstracto. A minha escrita. Consegues perceber? Eu quero que tu percebas, para não dizeres que eu não percebo nada de nada, percebes? Guitarras, carregadores de isqueiro e automóveis. Coisas. Armazéns de coisas. Dentro dos armazéns vemos coisas que fazem coisas. A natureza cria o Homem, o Homem cria as máquinas. As máquinas criam máquinas que criam máquinas. Que absurdo. Distúrbios. Paranóia. Desgastes. Cansaço. Violência doméstica. O Homem não se entende com a Mulher. Álcool. Vinho, licores, cerveja. Pedofilia. Divórcios. Crianças. Pai, mãe, colégios e orfanatos. Segurança social. Juízos de valor. Bens repartidos. Bens mal repartidos. Sexo. Sexo nos bordéis para quem perdeu a mulher. Traição? Não. Necessidade de carne. Pecado. Missa. Ressurreição. Fé. Catequese. Crianças e catequistas. Confessionário. Concessionário e carro novo. Imigrante. Racismo e xenofobia. Pretos com a mania da perseguição. Eles sofrem perseguição. SEF. Serviços de Estrangeiros e Fronteiras. O mundo está em decadência. Ele está a criar um esconderijo para si próprio, para quando tudo acabar. Quando o mundo acabar, ele vai-se safar. Vai desaparecer para dentro de si próprio. As máquinas. As máquinas vão acabar. Os humanóides autodestruir-se, e ao que resta. Restará fumo, fogo e deserto. A água será engolida pela sede de vingança do mundo. O mundo extinguir-se-á.