Quando te olho
Caem-me lágrimas
dos olhos,
Lágrimas com
vertigem decadente.
Caem-me pela
desilusão que de mim tens,
Caem-me porque
basta-me um olhar.
É ser-se humano se
se chora,
Sou um ser humano
que chora.
Dou primazia aos
versos,
Sem sentido,
Explicam-te o choro
inaudível.
Quando te olho
Observo-te.
Mas acima de tudo
Vejo-te.
Não sou sábio.
Sei coisas.
Meras Palavras,
Mas palavras.
[12JULHO2012]