quinta-feira, 27 de setembro de 2012

QUANDO TE OLHO




Quando te olho
Caem-me lágrimas dos olhos,
Lágrimas com vertigem decadente.

Caem-me pela desilusão que de mim tens,
Caem-me porque basta-me um olhar.

É ser-se humano se se chora,
Sou um ser humano que chora.

Dou primazia aos versos,
Sem sentido,
Explicam-te o choro inaudível.

Quando te olho
Observo-te.

Mas acima de tudo
Vejo-te.

Não sou sábio.

Sei coisas.

Meras Palavras,
Mas palavras.

[12JULHO2012]

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