4M0R 4M0R...
São tantas as vezes que me apetece olhar para a lua, aquela mãe de poetas e inspiradora de palavras, e dizer-lhe que a amo. A minha loucura é tanta que não se manifesta apenas quando estou só. A minha escrita é estranha porque é como eu. Eu sou estranho. Adoro observar a tinta da caneta na sua expansão criativa. Aquela tinta espessa e límpida de diferentes cores. É só observar o engenho dos nossos próprios dedos desenhando letras ó calhas, ou com o nosso próprio estilo de escrita. Eu tenho o meu próprio estilo. Não sou poeta, mas sou poeta. Contradição pela caneta. Para escrever não é preciso uma esferográfica especial. Eu preciso de uma esferográfica especial. Preciso de uma esferográfica especial determinada a escrever coisas pensadas, não para simplesmente escrever. Para escrever coisas especiais preciso D´aquela caneta. A caneta pela qual sinto empatia. Mesmo que outra pessoa a julgue comum, eu tenho de sentir algo por ela...caso contrário não me relaciono com ela, é que nem pensar. Não quero ser traído assim...sem mais nem menos. Isto digo o mesmo do papel no qual escrevo. Não será um qualquer vagabundo que ande por aí à toa a fugir de um caixote de lixo...náaah! Quer dizer, se bem que, se eu tiver aquela ânsia, sabem, aquela fome, de escrita e não tiver outra opção, claro que lhe desenharei algumas letrinhas. Também não sou daquele género de pessoa com o lema: “Em tempo de guerra, qualquer buraco é a minha trincheira”, até porque, para mim, “Nem tudo o que vem à rede é peixe”. A lua que o diga. Ela não aceita qualquer um, por isso, ainda nem me declarei. Sou tímido. Que fazer? Ela ainda não sabe...olhei para ela face a face, umas poucas de vezes. Sou daquele tipo que escreve ao sol, sobre a lua. Exposto ao sol. Acerca da lua. Atenção! Não sou daquele tipo que se não consegue encontrar no seu lugar. Não! Nada disso! É que...vá-lá, não gozem...tenho vergonha de encará-la nos olhos. É que...só de olhar a sua face...ela é tão linda que, se me descaio aos olhos dela, vai perceber tudo. Entretanto, ficaria eu...ali...coladão da vida, como laço que não desata. Óh, vá-lá...preciso de um amigo que me ajude. Estou aberto a propostas. Não! Não vou mandar cartas como fazia quando era puto. Bem pensado! Vou mandar-lhe cartas...sim...como fazia quando era puto! Pensando bem...Não! Já lhe não vou mandar. Não é que não goste de cartas...nada disso, até porque para mim, é um dos meios mais românticos de declaração de amores que causam calafrios ao corpo e à mente. Quem será que vem primeiro? O corpo? A mente? Estou confuso...sinto.me muitas vezes assim.
- Olha. Atenta!
- Hã? Quem é que fala comigo...nesse...nesse tom grave?
- Olá!
- Olá?!!! Ui!!!
- Não te questiones mais. Dir-te-ei em breve quem sou.
- Ui! Está a bater mal o sócio...
- Meu amigo. O amor é uma perigosa mental.
- Oh... Eu sei quem és!
- Sabes?
- Julgas que sou um ignorante ou quê?
- Nem por isso...Diz lá quem sou eu?
- És lá aquele gajo... fogo! Não se me está a vir o teu nome.
- Sabes quem sou sabes! Não mintas tá?
- Epáh...não estou a mentir!
- Pois pois...
- Eureka!!! És o Platão.
- Ui!!! Como é que adivinhaste?
- Oh...isso agora...sei. Sabes...essas frases, quem as não souber, não percebe o amor.
- De facto já tinha pensado nelas há long time ago... before your god was born.
- Olhem-me este...a falar inglês!
- Qual é o mal?
- É esse.
- Qual?
- Estás em Portugal...dah.
- Dah?!!!
- Sim dah!
- O que é isso?
- É...é...não sei. Os jovens portugueses dizem.
- Ah... ok. Lembrei-me agora...tenho de me ir embora.
- Hã?
- Ah...já me esquecia! Ouvi dizer que andas por aí a morrer p´los cantos!
- A morrer?
- De amores.
- Ah...sim...de amores.
- Então está dada a minha dica. A que te queria dar. Agora retiro-me...
- Não! Espera!! Aguarda!!! Detém-te...
- Ó que diabos... isto agora é assim? Aparecem do nada e pensam que dão lições de moral a alguém? Melhor pensando, o tipo parece ter razão. Platão. Grande filósofo esse, que com pensamentos de titânio destrói ignorâncias de aço fero. Estou confuso. O amor...é realmente uma perigosa doença mental. Sinto-me doente...e em perigo. Preciso rapidamente de um ombro amigo.
Um dia hei-de juntar todas as minhas forças para poder dizer: “Lua... amo-te!”
São tantas as vezes que me apetece olhar para a lua, aquela mãe de poetas e inspiradora de palavras, e dizer-lhe que a amo. A minha loucura é tanta que não se manifesta apenas quando estou só. A minha escrita é estranha porque é como eu. Eu sou estranho. Adoro observar a tinta da caneta na sua expansão criativa. Aquela tinta espessa e límpida de diferentes cores. É só observar o engenho dos nossos próprios dedos desenhando letras ó calhas, ou com o nosso próprio estilo de escrita. Eu tenho o meu próprio estilo. Não sou poeta, mas sou poeta. Contradição pela caneta. Para escrever não é preciso uma esferográfica especial. Eu preciso de uma esferográfica especial. Preciso de uma esferográfica especial determinada a escrever coisas pensadas, não para simplesmente escrever. Para escrever coisas especiais preciso D´aquela caneta. A caneta pela qual sinto empatia. Mesmo que outra pessoa a julgue comum, eu tenho de sentir algo por ela...caso contrário não me relaciono com ela, é que nem pensar. Não quero ser traído assim...sem mais nem menos. Isto digo o mesmo do papel no qual escrevo. Não será um qualquer vagabundo que ande por aí à toa a fugir de um caixote de lixo...náaah! Quer dizer, se bem que, se eu tiver aquela ânsia, sabem, aquela fome, de escrita e não tiver outra opção, claro que lhe desenharei algumas letrinhas. Também não sou daquele género de pessoa com o lema: “Em tempo de guerra, qualquer buraco é a minha trincheira”, até porque, para mim, “Nem tudo o que vem à rede é peixe”. A lua que o diga. Ela não aceita qualquer um, por isso, ainda nem me declarei. Sou tímido. Que fazer? Ela ainda não sabe...olhei para ela face a face, umas poucas de vezes. Sou daquele tipo que escreve ao sol, sobre a lua. Exposto ao sol. Acerca da lua. Atenção! Não sou daquele tipo que se não consegue encontrar no seu lugar. Não! Nada disso! É que...vá-lá, não gozem...tenho vergonha de encará-la nos olhos. É que...só de olhar a sua face...ela é tão linda que, se me descaio aos olhos dela, vai perceber tudo. Entretanto, ficaria eu...ali...coladão da vida, como laço que não desata. Óh, vá-lá...preciso de um amigo que me ajude. Estou aberto a propostas. Não! Não vou mandar cartas como fazia quando era puto. Bem pensado! Vou mandar-lhe cartas...sim...como fazia quando era puto! Pensando bem...Não! Já lhe não vou mandar. Não é que não goste de cartas...nada disso, até porque para mim, é um dos meios mais românticos de declaração de amores que causam calafrios ao corpo e à mente. Quem será que vem primeiro? O corpo? A mente? Estou confuso...sinto.me muitas vezes assim.
- Olha. Atenta!
- Hã? Quem é que fala comigo...nesse...nesse tom grave?
- Olá!
- Olá?!!! Ui!!!
- Não te questiones mais. Dir-te-ei em breve quem sou.
- Ui! Está a bater mal o sócio...
- Meu amigo. O amor é uma perigosa mental.
- Oh... Eu sei quem és!
- Sabes?
- Julgas que sou um ignorante ou quê?
- Nem por isso...Diz lá quem sou eu?
- És lá aquele gajo... fogo! Não se me está a vir o teu nome.
- Sabes quem sou sabes! Não mintas tá?
- Epáh...não estou a mentir!
- Pois pois...
- Eureka!!! És o Platão.
- Ui!!! Como é que adivinhaste?
- Oh...isso agora...sei. Sabes...essas frases, quem as não souber, não percebe o amor.
- De facto já tinha pensado nelas há long time ago... before your god was born.
- Olhem-me este...a falar inglês!
- Qual é o mal?
- É esse.
- Qual?
- Estás em Portugal...dah.
- Dah?!!!
- Sim dah!
- O que é isso?
- É...é...não sei. Os jovens portugueses dizem.
- Ah... ok. Lembrei-me agora...tenho de me ir embora.
- Hã?
- Ah...já me esquecia! Ouvi dizer que andas por aí a morrer p´los cantos!
- A morrer?
- De amores.
- Ah...sim...de amores.
- Então está dada a minha dica. A que te queria dar. Agora retiro-me...
- Não! Espera!! Aguarda!!! Detém-te...
- Ó que diabos... isto agora é assim? Aparecem do nada e pensam que dão lições de moral a alguém? Melhor pensando, o tipo parece ter razão. Platão. Grande filósofo esse, que com pensamentos de titânio destrói ignorâncias de aço fero. Estou confuso. O amor...é realmente uma perigosa doença mental. Sinto-me doente...e em perigo. Preciso rapidamente de um ombro amigo.
Um dia hei-de juntar todas as minhas forças para poder dizer: “Lua... amo-te!”
Ismael Calliano
Sinto que tou doente, preciso de um ombro amigo.
ResponderEliminarOs grandes são sempre oportunos :)
ResponderEliminar"Quanto maior se é, mais repetido se é. Platão, Aristóteles, Kant, quantos outros. Ainda se não calaram nos que deles falaram. E é possível que só se calem quando a espécie humana se calar." Vergilio Ferreira