quarta-feira, 21 de março de 2012

Pela poesia


As Palavras (Parte II)

As palavras são indiscutivelmente
Universo desconhecido que conheço.
Por isso, tenho as minhas bem alcatroadas
Como se faz às estradas, selvagens e
Desconhecidas, para as domesticar,
Conhecê-las e logo poder andar
Por cima delas
Com superfície regular, sem ondulações
E desníveis (de estradas selvagens)

As palavras escritas por mim
São o meu ego em formato de diamante,
Preciosidade que não é gasta no confronto
Com qualquer Ser Humano.
Ego, este, de cor fluorescente
E coração adolescente.

Quando escrevinho no papel
Sinto brechas, por entre as minhas
Impressões digitais
Sinto um brotar de encarnado
Que me faz escrever a preto,
Preto no branco.
Então as palavras fazem-me olhar
Em meu torno
E reparar que estou rodeado de eucaliptos.
Palavras tontas

Deixem-me ver as oliveiras
E as copas das árvores verdes
Num sítio praticamente deserto.
Não consigo adormecer, porra!
(Auto-carros estúpidos).

A inteligência não está naquilo que digo,
Escrevo ou faço
Mas naquilo que os outros me ouvem dizer,
Escrever e fazer.
É essa a dependência de termos sempre
Alguém para nos catalogar.
Logo, aos olhos da sociedade,
Aquele que não exprime inteligência
Não é considerado inteligente
Até o provar.

Eu não sou inteligente.
Escrevo letras.
São poucas as pessoas que em mim vêem
Inteligência.
O que serão essas pessoas?
Possuidores de inteligência,
Ou desprovidos dela?
Mantenho os meus caracteres
Em constante apneia
Não os ouves?

Tenho em minha posse dois egos.
O meu coração e o meu cérebro.
- Vou liquidar-vos!
Existe, por acaso, um fio condutor
Na puta desta vida?
E o suor que se me escorre pela testa?
É do fusível queimado no meu cérebro,
Ou do dispêndio de energia física
Que exerço?

(...)

1 comentário:

  1. Uau acho que devias considerar publicar um livro!

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    Vítor

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