quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

(C) EGO

(C) EGO

Esse ego que transportas
É o centro de ti próprio.
A mim dói-me o meu.
Desvanece na poesia.
Quando a leio, o desvaneço.

Esse ego que transportas
Está embebido em ópio.
A mim dói-me o meu.
Carece de maresia.
Sei bem que a mereço.

Egos rígidos como discos externos
Vagueiam frígidos, lá mesmo, internos.
Vagueiam fugidios, lá mesmo, internos,
Egos rígidos como discos externos.

Como, suavemente, o odor
Desodorizado dos egos alheios.
Creio constantemente no amor
Ridicularizado, de certos enleios.

Digo adeus aos pormenores desse ego,
Desse teu ego, sériamente (c) ego.
Digo a Deus que te acuda
Ainda que negues necessidade de ajuda.

Prevalecem os meus palpites, mesmo que me fites.
Eu sou Deus. Só não quero é que me imites.

[Ai! Dói-me o ego.]

Esse ego que só a mim pertence.
Este ego que a mim não pertence.

(18JAN2013)

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